O trato iliotibial (TIT) é uma estrututa complexa que se origina nas fascias dos músculos glúteo máximo, médio, mínimo e do tensor da fáscia lata. Expande-se proximalmente para a crista ilíaca como aponeurose glútea e estende-se pela linha áspera e supracondilar lateral como septo intermuscular lateral, fundindo-se ao retináculo lateral da patela e inserindo-se no côndilo tibial lateral e na fáscia da perna.O trato iliotibial possui uma ampla inserção periarticular, apresentando inserções na:
- Linha áspera, diáfise lateral do fêmur;
- Epicôndilo lateral do fêmur, na mesma região do ligamento colateral lateral;
- Patelar, juntando-se ao retináculo lateral;
- Tubérculo de Gerdy;
- Cápsulo-óssea, também chamada de ligamento femorotibial lateral.
- Epicôndilo lateral do fêmur, na mesma região do ligamento colateral lateral;
- Patelar, juntando-se ao retináculo lateral;
- Tubérculo de Gerdy;
- Cápsulo-óssea, também chamada de ligamento femorotibial lateral.
E possui duas expansões:
Expansão para a aponeurose da perna;
Expansão patelo-tibial ou ligamento patelo-tibial.
Expansão patelo-tibial ou ligamento patelo-tibial.
O TIT está envolvido na estabilização do joelho, funcionando como um sinergista da extensão (até 30º de flexão) e da flexão (após 30º de flexão) e contribuindo para os movimentos rotacionais do joelho.
Não há um consenso sobre a causa, porém estudos recentes mostram que um desarranjo biomecânico é a origem desta síndrome.
A primeira teoria seria uma fraqueza dos músculos abdutores do quadril, que leva ao aumento da tensão no TIT na região do epicôndilo lateral do fêmur. Conforme o aumento da adução do quadril, o braço da alavanca dos músculos abdutores também aumenta, exigindo uma grande força excêntrica desses músculos o que também gera uma grande tensão no TIT na região do epicôndilo lateral do fêmur, resultando na fricção dessas duas estruturas e gerando um processo inflamatório local.
A segunda teoria defende que não é a fricção, porém a compressão de uma gordura altamente vascularizada e ricamente inervada entre a TIT e o epicôndilo lateral do fêmur que leva a esse processo inflamatório.
O importante é que o desarranjo biomecânico causado por contraturas e deficiências musculares e os desvios angulares dos membros inferiores levam a uma das duas teorias para esta lesão.
Os sintomas mais comuns são:
Dor lateral do joelho, na região do epicôndilo lateral do fêmur;
Crepitação;
Ressalto e;
Edema.
E o tratamento deve ser baseado no ajuste biomecânico, que apresenta melhora em 90% dos casos.
- - - - - - - - - -
Ft. Vinícius S. Bastoni
Ft. Vinícius S. Bastoni